29 agosto 2012

Com o tempo para de doer

Postado por Carolina Ctfra às 18:36 0 comentários
Ainda me lembro das tardes de domingo que passávamos vendo filme abraçadinho, ainda me lembro do seu sorriso torto quando ficava com vergonha, ainda me lembro da roupa que você usava no dia que te conheci, ainda me lembro dos apelidos idiotas que você insistia em me chamar (e que eu fingia estar com raiva, mas que no fundo adorava) e ainda me lembro de todas as brigas. Ainda me lembro que sofria todas as vezes que te via na rua após o término, me lembro que chorava toda vez que o telefone tocava e que não era você e lembro-me de usar minha péssima visão como justificativa para não te cumprimentar quando nos encontrávamos (criancice, eu sei, mas eu sabia que esconder a minha tristeza de você seria impossível).
Lembro-me dos abraços e dos beijos. Lembro-me que não conseguia escutar as nossas músicas, visitar os nossos lugares preferidos e nem rever as fotos, afinal tudo me lembrava você, e a dor era enorme! Confesso que tentei não lembrar, apagar, mas cabeça insistia em trazer a tona, o que o meu coração tentava deixar pra trás. Foi assim que eu descobri que não conseguia simplesmente apagar da minha lembrança o que estava me machucando e, sinceramente, isso é bom, porque independênte do quanto eu sofri depois que você resolveu ir embora, você fez parte de alguns dos melhores momentos da minha vida, e se eu esquecesse do que vivemos também estaria esquecendo do que eu fui.
Por isso eu continuo frequentando os nossos lugares (mas com novos acompanhantes), escutando as mesmas músicas, usando o mesmo perfume de antes e vendo as mesmas fotos e filmes. Não que eu seja masoquista, é que o tempo passou e, apesar da saudade continuar existindo, ela já não dói mais. E é por isso que você sempre será minha melhor lembrança e minha maior saudade.

26 agosto 2012

Resenha: Carolina se apaixona

Postado por Carolina Ctfra às 13:58 0 comentários
Título: Carolina se Apaixona
Autor: Federico Moccia
Editora: Planeta do Brasil
Páginas: 400

Classificação: ★☆☆☆☆

"Carolina tem catorze anos de idade. Vive um momento mágico em sua vida. As amigas, sempre por perto. E os sonhos, quantos sonhos! E há os primeiros beijos roubados no escurinho do portão. E sempre aquela música que surge no momento certo. Festas, escola, brincadeiras, mas também existem as provas e outras coisas de gente grande. A avó é maravilhosa e sabe enxergá-la bem longe, lá no fundo de sua alma. Sobre o amor? O que se sabe? O que se vive? Como é realmente o amor? Talvez ele tenha os olhos de Massimiliano? O amor é aquilo? Quem sabe... Mas Carolina perdeu o celular, e com ele tudo o que sabia sobre o rapaz. Mesmo assim, ela não tem dúvidas de que conseguirá reencontrá-lo. Enquanto isso sonha chegar bem perto das nuvens. E a vida transcorre sem preocupações. Entre as aventuras de cada dia e as sombras do convívio familiar não paira nem de longe a suspeita e a desconfiança. O seu coração está sempre acelerado a cada afeto que se abre e se transforma em esperança pelo futuro. E há uma estrada infinita diante dela que convida a seguir caminhos desconhecidos. Carolina está pronta para ser feliz."

Já tinha lido muitas resenhas sobre os livros do Federico Moccia e a maioria das vezes era resenhas positivas e por isso sempre tive curiosidade de ler os livros dele principalmente o “Desculpa se te chamo de amor” (nunca achei para comprar, então aceito de presente). Não sei se por causa disso eu criei muita expectativa em cima das obras do autor ou se foi só essa obra que não foi tão boa, mas confesso que me decepcionei muito!


"Mas às vezes você não vê. Não vê as coisas que estão na sua frente quando você só procura a felicidade. Felicidade que te cega, felicidade que te distrai, felicidade que te absorve como uma esponja. Não vê. Vê o que quer, aquilo que necessita, o que precisa ver." (Página 395)
Carolina se apaixona” conta a história de uma menina de quase catorze anos que está passando por todas as novas experiências que todo adolescente passa como, por exemplo, o primeiro beijo, as festas, as brigas com a família, a escola e até o primeiro amor. O livro mostra o dia a dia da Carol dando ênfase para as relações com a família – ela tem dois irmãos mais velhos, mas só se da bem com a mãe e com o irmão Rusty James, como ela mesmo o apelidou – e com as amigas Clod e Alis. Em um dia comum Carolina conhece Massimiliano e após passar uma tarde agradável juntos ele passa o número do celular para a ela, porém quando está voltando para casa ela é assaltada e fica sem o contato do garoto. A partir de então o livro gira entorno da Carol fazendo de tudo para encontrar com Massi e se lamentando por ter perdido o grande amor da sua vida.

O livro não é dividido em capítulos e a narrativa é cheia de detalhes que não acrescentam em nada na estória (por isso pensei várias vezes em parar de ler) e, apesar da leitura ser simples e fácil, acaba se tornando cansativa, pois os temas são abordados apenas superficialmente e logo depois muda de assunto, fazendo com que o leitor fique cansado. Além disso, o final me surpreendeu e confesso que gostei, pois o autor mostrou, principalmente para os pré-adolescentes (público alvo do livro), que nem sempre tudo sai do jeito que queremos. Porém, ele deveria ter mostrado o que aconteceu com a Carolina, afinal o leitor ficou sem saber qual foi à atitude dela depois da descoberta. Mesmo assim não vou desistir dos livros do Federico Moccia!


Ebook disponível na biblioteca

11 agosto 2012

Lidando com sentimentos

Postado por Carolina Ctfra às 14:17 0 comentários
Me surpreendi comigo. Me surpreendi com você. Mas principalmente me surpreendi em ainda te guardar dentro de mim. Vivemos histórias que estão destinadas a ficarem na memória para sempre, mas os sentimentos deveriam acabar com o tempo. O problema é quando não acaba. Hoje eu estava contando um caso para uma amiga e acabei citando um nome de um determinado menino, e como ela não o conhecia me perguntou quem era. O problema foi que a resposta saiu automaticamente da minha boca “ah... ele é o amor da minha vida”. Na hora fique chocada, mas depois fiquei pensando nisso...

Três anos se passaram e eu não sei mais nada sobre você. Não sei o que você anda fazendo; não sei se você ainda gosta de ir naquele laguinho que a gente ia para esquecer os problemas; não sei se você continua carente daquele jeito e ao mesmo tempo durão; não sei se o seu sorriso continua lindo como era; não sei se o seu abraço ainda é o lugar mais confortável que existe. Enfim não sei nada sobre a sua vida atualmente. Mas sei como a minha vida ficou depois que você se foi...

Eu ficava ouvindo as nossas músicas, mas as letras não faziam mais tanto sentido quando você não estava junto; não tinha mais ninguém para me chamar de “minha branquinha”; eu nunca mais sorri com tanta intensidade e por tanto tempo como quando eu estava com você; depois que você me deixou eu fiquei tão solitária, que te procurava em todas as festas e esperava escutar tua voz toda vez que o telefone tocava. Enfim, tudo ficou muito sem graça sem você. Mas isso tudo foi fácil perceber. Difícil mesmo foi descobrir que você se foi, mas ainda sim permaneceu em mim, em um lugar que eu só posso te sentir. Sempre soube lidar com os sentimentos, (ou o que sobraram deles depois que você foi embora), eu aprendi a lidar com a alegria de te ter comigo, com a dor de te perder, com a luta para te apaga da memória, então tenho certeza que posso lidar com esse sentimento que acabei de descobrir, a esperança.

07 agosto 2012

Minhas promessas

Postado por Carolina Ctfra às 17:10 0 comentários
Eu prometi que iria comprar aquela blusa caríssima, e comprei. Prometi que iria naquele show em outro estado, e fui. Eu prometi que iria fazer dieta para usar aquele vestido, e fiz. Prometi que não ficaria de recuperação, tive que estudar a noite toda, mas consegui. Prometi que iria aprender álgebra e aprendi. Prometi que não brigaria mais com meus pais por motivos bestas, e estou procurando compreende-los...
Prometi que deixaria você entrar no meu coração, e pela primeira vez me apaixonei. Prometi que iria te escutar antes de tirar conclusões precipitadas e cumpri. Promete que iria passar por cima do meu orgulho e te mandaria mensagens quando a minha saudade apertasse e, vamos combinar, sua caixa de entrada está lotada. Prometi que não iria ter ciúme da amizade entre você e sua ex namorada, e até que estou me dando bem com ela. Prometi que iria conhecer os seus amigos, e até que gostei de alguns. Prometi que deixaria você bagunçar o meu cabelo e você aproveitou e bagunçou a minha vida!


Você sempre soube que eu demoro a tomar decisões porque tenho medo de tomar a atitude errada e, por isso, analiso muito a situação. Mas você também sabe que, por mais que demore, quando eu coloco uma coisa na cabeça ninguém tira. Pois é, sempre cumpro todas as minhas promessas e, depois de pensar muito na situação, tomei mais uma decisão. Resolvi fazer uma nova aposta, uma aposta grande já que eu adoro desafios. Pois é, meu querido, agora eu prometo te esquecer, é só questão de tempo e, você sabe, ele está passando rápido de mais!

05 agosto 2012

A despedida

Postado por Carolina Ctfra às 09:32 0 comentários
Era mais um dia comum. Eu escutava música e mexia na internet quando o telefone tocou. Não precisava ser vidente nem olhar o identificador para saber que era você, com aquela voz animada e rouca que eu adoro, me chamando para sair. Depois de um tempo finalmente nos encontramos. Você, como sempre, estava lindo como uma blusa pólo combinando com seus olhos verdes, calça jeans e barba mal feita. Fomos jantar no nosso restaurante preferido, comemos a mesma comida de sempre e falávamos sobre o nosso dia sem graça. Percorremos o caminho que levava até a minha casa em silêncio apenas nos olhando, e depois você me elogiou como de costume. Tudo comum de mais, simples de mais, mas isso fazia de nós um casal feliz. Foi a partir de então que tudo ficou confuso, diferente da nossa realidade e mesmo agora quando tento lembrar o que aconteceu as palavras e as lembranças desaparecem. Lembro-me que começamos a falar do futuro, e como sempre tínhamos opiniões diferentes, mas isso não nos incomodava, pelo contrario, agente adorava as nossas inúmeras diferenças. Mas algo mudou naquele momento. Começamos a discutir e ao parar enfrente minha casa você disse que precisávamos conversar. Pensei por um momento que iríamos rir de todas nossas as diferenças, como sempre, e que depois você me abraçaria e me levaria até a porta para terminar o nosso dia monótono. Mas não foi isso que aconteceu...

Você me olhou com aqueles olhos verdes maravilhosos e disse que não dava mais, que tudo estava muito complicado e que com as nossas diferenças a gente não iria ter um futuro. As suas palavras não faziam sentido para mim afinal você sempre dizia que eu era complicada, mas que você adorava tentar desvendar os meus mistérios; dizia que o nosso futuro ia ser uma confusão porque iríamos fazer todos os tipos de coisas para poder agradar aos dois. Mas porque você mudou de idéia? O que te fez desistir da nossa história? Você parecia sincero e eu acreditava em tudo, será que mais uma vez me enganei por acreditar tanto no amor? Não sei. Só sei que você começou com aquela cena clichê de que o que tínhamos vivido tinha sido muito especial, que nada iria mudar já que iríamos continuar com a mesma amizade de sempre, que você me amava e que eu merecia coisa muito melhor. Lembro-me de sussurrar algumas palavras para te confortar, mas não me lembro da cena, talvez porque as lágrimas estavam se acumulando em meus olhos e, graças ao meu grande esforço, elas não caiam, dificultando a minha visão.


Dizem que quando está perdendo a vida você vê tudo passando diante dos olhos, mas não foi essa a sensação que tive quando vi você (a minha vida) se afastando. Não me lembrei dos nossos aniversários de namoro, não me lembrei das tardes vendo filme e fazendo carinho, não me lembrei das brigas e nem das reconciliações. Só me lembrava do dia que você entrou na minha vida com esses olhos brilhando e com essa voz rouca e pediu para permanecer. Só percebi que realmente tinha acabado quando os meus olhos não conseguiram mais te enxergar, e então conclui que a despedida tinha finalmente chegado, tão rápido quanto um dia você surgiu na minha vida, o problema é que o amor permaneceu. Apenas dentro de mim.

01 agosto 2012

Resenha: Quem tem medo de escuro? - Sidney Sheldon

Postado por Carolina Ctfra às 09:56 1 comentários
Título: Quem medo do escuro?
Autor: Sidney Sheldon
Editora: Record
Páginas: 378
Classificação: ★★★☆☆

“Quatro pessoas morrem em circunstâncias diferentes em Nova York, Denver, Berlim e Paris. Entre elas, uma ligação: todas trabalhavam para a KIG, Kingsley International Group, uma importante empresa de pesquisa de alta tecnologia, envolvida em estratégia militar, telecomunicações e questões ambientais. E a polícia logo percebe que as mortes não foram acidentais.
Kelly e Diane, jovens viúvas de duas das vítimas, são convidadas para um encontro com o presidente da KIG, em Nova York, que assegura estar fazendo todo o possível para desvendar as mortes de seus maridos. Mas as duas passam a ser alvo de sucessivas tentativas de assassinato.
Apavoradas e sem entender o porquê, acabam por ser tornar aliadas em um jogo mortal, no qual apostam as próprias vidas para descobrir a verdade, que envolve segredos aterrorizantes que a KIG luta para ocultar, e uma trama poderosa que pode afetar o destino do planeta”.


O livro do autor Sidney Sheldon começa narrando a morte de pessoas em diferentes partes do mundo e a ligação entre esses crimes é que todas as vítimas trabalham na empresa KIG. Sendo assim, após a morte de Mark Harris e Richard Stevens, Tanner, o dono da empresa convida as viúvas Diane e Kelly para lhes dar apoio. Porém, após a visita elas passam a sofrer sucessivas tentativas de assassinatos e, ao perceberem o perigo, resolvem ficar juntas para investigar a morte dos maridos. À medida que elas conseguem desvendar os mistérios vão sofrendo ataques, mas usando a inteligência as viúvas sempre ficam ilesas.

Confesso que romances policiais nunca foram o meu gênero favorito de livros, mas esse me surpreendeu. No começo o livro é meio cansativo, pois conta com detalhes a vida de todos os personagens, mas depois fica ótimo, já que conta com um pouco de suspense, romance e aventura. Por tanto, vale a pena ler “Quem tem medo de escuro?” para refletir sobro algumas atitudes da sociedade e, claro, para desvendar os mistérios da KIG.


 

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