29 agosto 2012

Com o tempo para de doer

Postado por Carolina Ctfra às 18:36
Ainda me lembro das tardes de domingo que passávamos vendo filme abraçadinho, ainda me lembro do seu sorriso torto quando ficava com vergonha, ainda me lembro da roupa que você usava no dia que te conheci, ainda me lembro dos apelidos idiotas que você insistia em me chamar (e que eu fingia estar com raiva, mas que no fundo adorava) e ainda me lembro de todas as brigas. Ainda me lembro que sofria todas as vezes que te via na rua após o término, me lembro que chorava toda vez que o telefone tocava e que não era você e lembro-me de usar minha péssima visão como justificativa para não te cumprimentar quando nos encontrávamos (criancice, eu sei, mas eu sabia que esconder a minha tristeza de você seria impossível).
Lembro-me dos abraços e dos beijos. Lembro-me que não conseguia escutar as nossas músicas, visitar os nossos lugares preferidos e nem rever as fotos, afinal tudo me lembrava você, e a dor era enorme! Confesso que tentei não lembrar, apagar, mas cabeça insistia em trazer a tona, o que o meu coração tentava deixar pra trás. Foi assim que eu descobri que não conseguia simplesmente apagar da minha lembrança o que estava me machucando e, sinceramente, isso é bom, porque independênte do quanto eu sofri depois que você resolveu ir embora, você fez parte de alguns dos melhores momentos da minha vida, e se eu esquecesse do que vivemos também estaria esquecendo do que eu fui.
Por isso eu continuo frequentando os nossos lugares (mas com novos acompanhantes), escutando as mesmas músicas, usando o mesmo perfume de antes e vendo as mesmas fotos e filmes. Não que eu seja masoquista, é que o tempo passou e, apesar da saudade continuar existindo, ela já não dói mais. E é por isso que você sempre será minha melhor lembrança e minha maior saudade.

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