29 setembro 2012

Orgulho: uma péssima filosofia de vida

Postado por Carolina Ctfra às 15:43 0 comentários
É engraçado como o tempo modifica as pessoas e até a forma como elas enxergam o mundo. Lembro-me que quando te conheci te achei estranha. O seu corte de cabelo fora de moda, o fato de você ser tímida e por isso não ter se aproximado de ninguém, a sua lerdeza e até suas piadas sem graça. Confesso que não pretendia me aproximar de você, mas o destino fez questão de me pregar uma peça. Tivemos que fazer trabalho juntas e só serviu para confirmar as primeiras impressões que tive a seu respeito. Mas pude perceber também que sua timidez fazia com que você se tornasse uma pessoa frágil e, não sei por que, me senti com o dever de te proteger. As pessoas achavam estranho a menina desinibida, imperativa e que não tinha medo de nada andando com a garota mais quieta do colégio. Mas foi assim durante muito tempo, pois eram as nossas diferenças que nos mantinham unidas. O tempo continuou passando e acabou modificando nós duas, e também a nossa amizade. Sendo assim, eu passei a me controlar mais e não ser tão comunicativa, e você passou a confiar mais em si mesmo e não ter medo de tantas coisas. Pois é, agente realmente era uma dupla perfeita, a nossa amizade parecia ser invencível. Mas apesar das nossas diferenças tínhamos uma característica semelhante, o orgulho. Sempre fomos muito orgulhosas e por isso não aceitávamos que estávamos erradas e nem pedíamos desculpas. Confesso que isso foi muito bom para as nossas vidas, afinal foi por isso que nunca sofremos por um garoto ou tivemos desilusões amorosas. Passamos grande parte da nossa adolescência saindo, dançando, vendo filmes até tarde, conversando, rindo, chorando por bobagens e fazendo planos para o futuro. Não importava o que íamos fazer, contando que estivéssemos juntas. Eu sempre te defendia de todos mesmo quando sabia que você estava errada, e não fazia isso por continuar achando que você era frágil, fazia isso pelo simples motivo de gostar de você, por entender o seu interior.


Mas sempre falaram que só percebemos o que sentimos por uma pessoa e o que faríamos por ela quando passamos por uma crise. Confesso que nunca acreditei, até acontecer com a gente.

Sei que o que eu fiz foi muito errado, mas eu me arrependi, tentei me explicar e te pedir perdão. Mas parece que a característica que tanto nos ajudava antes resolveu permanecer, mas agora entre a gente. Não consigo correr atrás de você e não consigo pedir desculpa novamente. Acho que pela primeira vez estou com medo. Medo de ouvir a sua resposta e medo de ver você me julgando. Mas não estou me fazendo de vítima e nem tentando inverter nossos papéis, pelo contrário, sei que a culpada fui eu, mas você sempre gostou de me escutar, porque você não me permite falar, explicar, só mais essa vez?  Eu sei que o seu orgulho também é grande e é por isso que você não me aceita de volta, mesmo estando sofrendo, mesmo sentindo a minha falta. Você ainda sente né?


Sei que não tem como voltar no tempo, mas, acredite, se pudesse eu voltaria e não cometeria esse erro. Eu aprendi com ele e prometo que não vou cometê-lo novamente. Mas por favor, preciso que me desculpe, afinal não é justo perdermos nossa amizade para mantermos esse orgulho besta, não é justo perdemos nossa amizade para mantermos nossa pose de insensíveis, não é justo perdermos nossa amizade só para descobrir quem é mais forte ou quem cede mais rápido. Ter o orgulho como filosofia de vida é ridículo! Nossa amizade era perfeita, acredito que ainda possa continuar sendo, então me perdoe para continuarmos de onde paramos. Apenas eu e você. Apenas a nossa amizade, como nos velhos tempos.
'O perdão é uma virtude dos fortes, os fracos não perdoam'.

28 setembro 2012

Entre Aspas: Sobre o fim

Postado por Carolina Ctfra às 17:07 0 comentários
Você demora, puxa o freio de mão, fica estagnada, mas uma hora ou outra acaba percebendo que não é pra você, não foi feito pra você ou não quer saber de você. Vai ser cruel, mas vai passar. Vai ser estranho, mas não é o fim do mundo. Você deve ter algumas amigas, deve haver outra pessoa, algo pelo qual o seu coração palpite, você vai conseguir encarar. Vai ser novo, vai ser frio, vai ser duvidoso e complicado, mas ninguém disse que a vida seria fácil mesmo. Vai ser como uma chuva indesejada, vai bagunçar o seu cabelo, vai te arrancar lágrimas. Você vai se esconder embaixo de um cobertor e vai pedir que o mundo acabe, mas você vai conseguir.


http://www.flickr.com/photos/yyellowbird

Vai ser constrangedor, quando você vir aquela pessoa que não quer ver ou lembrar que ela existe, mas pense nas possibilidades de se conhecer e ver até onde pode lidar com seus próprios sentimentos. Vai ser intenso, mas você vai aguentar. Vai ser diferente, seu telefone não vai tocar e não vai ter o boa noite de sempre, mas você tem aquele filme ou aquele livro pra ler e nem precisa disso mesmo. Você vai se sentir sozinha, mas deletar todas as músicas românticas da sua playlist pode ajudar. Você vai precisar de roupas novas, quem sabe de um cabelo novo e vai precisar de paciência e muita disposição pra apagar as fotos, jogar fora tudo que te faça lembrar aquilo que você quer esquecer.

Seu coração vai estar meio quebrado, mas você não é obrigada a consertar tudo no mesmo dia, afinal quem nunca deixou pra arrumar a bagunça depois? Só tente não pensar, não trazer de volta aquilo que deve ficar no passado. Aliás, nem pense que existe um passado, encare a vida como um hoje e um amanhã, o ontem só servirá quando você puder olhar com outros olhos pra toda essa situação, olhos de "ainda bem que cheguei até aqui".

Se existisse uma lição perfeita para o fim seria: compre alguns lenços, chore até uma semana, coma muitas guloseimas e até esqueça de lavar o cabelo, mas reapareça com toda essa força que você nem imagina que tem e mostre que o melhor está em você, seja qual for a situação, você sempre sairá ganhando - só é perdedor quem aceita essa condição. Levante a cabeça, faça as unhas, use uma maquiagem e sempre siga em frente.

Só é amor quando faz bem, quando não machuca de forma alguma. Se machuca, não faz bem e não é amor. Se não é amor, pra quê perder o seu tempo? Pra quê chorar por situações mal vividas e mal resolvidas? Pra quê? Às vezes, cair fora pode não ser o mais fácil, mas, com certeza, é o melhor.

O texto foi criado pela Aline, que escreve sobre problemas de auto-estima, transtornos alimentares, crises pessoais e um pouco sobre moda. Ela é dona do blog e também pode ser encontrada no Twitter, eu acompanho e indico!
Entre Aspas vai ser a nova tag semanal do blog, onde vou postar textos de outras pessoas, que me inspiram. Espero que vocês gostem!

20 setembro 2012

Carta para você

Postado por Carolina Ctfra às 15:51 0 comentários
A nossa história foi muito curta, mas passamos muito tempo junto e por isso acabamos nos apegando um ao outro. Quando estávamos separados só desejávamos o reencontro e quando estávamos juntos era tudo perfeito. Momentos como: um carinho no fim da tarde, abraços, mensagens de boa noite e até um ciúme bobo se tornaram especiais, apenas por ter vivido com você. Mas agora não estamos mais junto e isso dói muito. Sei que nunca fomos um exemplo de casal, e nem que amávamos um a ao outro, mas isso não era o principal, afinal éramos felizes juntos e isso era o que importava. Mas em um determinado dia, não sei por que, você resolveu que isso não era mais suficiente para nos manter juntos e então me deu um abraço e se foi. Fiquei olhando você se afastar, o seu cheiro se desfazer e os meus olhos não conseguirem mais te ver e então tive certeza que você estava partindo. Graças ao meu amor próprio nunca tinha sofrido por amor, e confesso que acreditava que com você não seria diferente e que, portanto, você sairia da minha vida mesma forma que entrou. Mas me surpreendi com o término, já que me peguei sentindo saudade e esperança de te ter perto de mim. Você fez questão de deixar bem claro que não teríamos volta e ao mesmo tempo fez questão de ficar perto de mim, mas apenas como amigo. Esse é o problema, estamos próximos e isso me faz sofrer ainda mais, porque não sei se é melhor cortarmos nossa amizade para que eu possa matar esse amor dentro de mim ou se continuamos como está já que assim vamos manter contato, mesmo que de forma restrita. Não sei o que fazer, mas cada vez que sinto seu perfume, vejo você sorrir daquela maneira, falar das festas que está frequentando, das meninas que têm ficado e dos problemas da sua família fico com ciúmes e com vontade de te abraçar e mostrar que nada mudou e que, portanto, ainda posso ser seu porto seguro. Mas não faço nada disso, pelo contrário. Finjo que está tudo bem e que a nossa amizade é o suficiente para mim, porém quando estou longe de você fico remoendo o que vivemos juntos e alimentando a minha ilusão de te ter de volta. Cadê meu orgulho que sempre me tirou de grandes desilusões? Cadê meu amor próprio que sempre me fez gostar de mim acima de qualquer pessoa? Cadê a vergonha na cara para parar de me contentar com pouco ou apenas com as sobras? Onde está à antiga eu? Não sei, mas percebi que isso tudo está me fazendo sofrer muito e preciso me encontrar novamente, afinal era melhor ser rotulada como fria do que como uma boba que está sofrendo. Por tanto resolvi dar um tempo. Quando você precisava de espaço terminamos o namoro, agora eu preciso de um tempo e precisamos parar de nos ver, a onde será que isso vai terminar? Não sei, e sinceramente não estou preocupada com isso, minha única preocupação no momento é acabar com essa dor que parece que aumenta a cada dia. Sei que vai ser difícil ficar sem você, mas do jeito que está não dava mais, ter apenas sua amizade estava me fazendo mais mal do que bem.

Agora, meu bem, você será apenas lembrança dos momentos mais felizes da minha vida, será apenas cartas que provavelmente não serão entregues, será apenas fotos guardadas no fundo de uma gaveta (e do meu coração) esperando o momento certo para ser recordada, será apenas meu ex-amor, será apenas meu passado. E quem sabe quando eu tirar esse amor de dentro de mim e conseguir que só a nossa amizade seja suficiente, a gente possa continuar de onde paramos e reencontrar a felicidade que proporcionamos um ao outro. Mas até lá, deixo aqui o meu até logo, ou quem sabe, um adeus!

18 setembro 2012

Resenha: O preço de uma lição

Postado por Carolina Ctfra às 15:25 0 comentários
Título: O preço de uma lição
Autores: Frederico Devito e Guti Mendonça
Editora: Novo Conceito
Ano: 2011
Páginas: 368

Classificação: ★★★★


“Os meninos são, sim, capazes de amar. Tem um ditado que diz que o amor é cego. É justamente o contrário. Quando você ama de verdade, é capaz de ver coisas que ninguém consegue. Falam que você não consegue enxergar os defeitos, pura mentira também! Você vê, estão todos lá. Mas vê também algo que só você pode, como lidar com eles e contorná-los. Então, o amor não é cego, ele é a maior lente de aumento que já inventaram. Como acontece esta coisa chamada amor? Nasce junto com a gente, mas não depende só de nós. A gente sofre e faz sofrer, ama e é amado. E com isso aprende muita coisa. Lições que trazem consequências, problemas e soluções. O preço desse aprendizado transforma o garoto em um homem. Esta narrativa, cheia de incidentes, mostra que – ao contrário do que dizem algumas garotas – os meninos são, sim, capazes de amar. Quais as transformações que o amor pode provocar na gente? O que ele ensina? Qual o seu preço? Acompanhe a jornada de um jovem, transformado pelo amor, à procura dessas respostas.”



O preço de uma lição começa contando a estória de como surgiu à amizade entre um menino que não é revelado o nome (acreditem, durante todo o livro o nome do personagem principal não é citado e por isso vou chamá-lo de Fulano), Manuela, Cláudia e Paulinho . Ao decorrer do livro o garoto cresce e vamos conhecendo um pouco mais sobre sua vida “perfeita”, já que ele mora em São Paulo, tem estabilidade econômica, é modelo, inteligente, popular e consegue conquistar todas as garotas. Ele conta dos conflitos entre amigos, das escolhas erradas, desilusões, do primeiro emprego e do grande amor, sempre com muitos detalhes e expondo os sentimentos do personagem. Depois disso começa a estória principal, que é quando o Fulano (que não época tinha 20 anos) se apaixona por Juliana (de apenas 15 anos) e eles superam a diferença de idade, à distância e o ciúme para ficarem juntos.
Você deseja tudo de melhor para aquela pessoa, você quer se entregar e fazer de tudo por ela e, mesmo que aquilo te custe o maior sofrimento do mundo, acha que é um preço justo para ver a pessoa sorrir, mesmo que por um instante. A impressão que dá é que não cabe tanto sentimento assim em você.”
O único ponto que me desagradou no livro foram os trechos que relatavam alguns relacionamentos anteriores do garoto, já que houve uma grande coincidência e várias meninas chamavam Marcela e por isso às vezes eu me confundia e não sabia quem era quem. Fora isso tudo, para mim, foi ótimo!


No começo estranhei o personagem principal não ter nome, mas depois percebi que os autores queriam mostrar que ele era uma pessoa comum e por isso poderia ser qualquer pessoa. Eles reforçaram isso mostrando cenas do cotidiano e os defeitos do “Fulano” que são comuns nos relacionamentos. Além disso, o livro é cheio de frases que efeito, que fazem você suspirar, morrer de amor e torcer. O final me surpreendeu bastante! É claro que eu esperava descobrir o que a Juliana iria resolver, mas confesso que não fiquei desapontada por não ter sido revelado, afinal ficou bem claro que para o garoto isso não era o principal, já que o que importava era que tinha valido a pena ter conhecido ela. Mesmo já estando satisfeita com o final pesquisei e descobri que “O preço de uma lição 2” já está sendo escrito e eu não vejo a hora do lançamento!

13 setembro 2012

(Re)começar

Postado por Carolina Ctfra às 15:33 0 comentários
Eu nunca fui fã de novos começos. Sempre odiei mudanças e ter que me adaptar ao novo não é nada fácil para mim que sempre tive uma vida tão igual. Desde pequena estudo na mesma escola, sempre morei na mesma casa, frequentei os mesmos restaurantes, usei os mesmos estilos de roupa e sempre usei o mesmo corte de cabelo. Sou muito tímida, por isso sempre tive dificuldade de conhecer novas pessoas e fazer amizade, sendo assim mantenho meus amigos de infância até hoje. Desfazer das coisas sempre foi muito difícil para mim, pois como as renovações são raras em minha vida faço questão de memorizar cada segundo. Por tanto, apagar as mensagens do celular quando a caixa de mensagem está cheia, jogar as cartas fora, esquecer as datas que nós comemorávamos e rasgar os bilhetinhos bobos que mandávamos é muito difícil para mim, pois ao apagar essas coisas estou apagando uma parte de mim, uma parte da minha vida, e por isso surgiria em mim um espaço que precisaria ser completado. Mas como ocupar esse buraco se não consigo recomeçar? Por esse motivo simplesmente preferia não apagar, optava por guardar cada objeto que pudesse me ajudar a eternizar os mementos na minha lembrança.
Talvez a vida seja mesmo isso, guardar momentos e eternizar sentimentos. Mas eu percebi que os momentos que nos causam dor, por exemplo, não precisam ser relembrados a todo instante. Claro que é importante guardá-los para nunca nos esquecermos do aprendizado que eles nos trouxeram, mas se a ferida ainda não cicatrizou é melhor deixá-la adormecida por um tempo, até que ela não cause mais tanto sofrimento. Sei que esquecer nem sempre é fácil, mas é necessário, pois às vezes estamos nos prendendo e ocupando espaço, com uma coisa que poderia ser substituída por outra bem melhor, mas só vamos saber se desapegarmos, afinal para um novo ciclo ter início é preciso encerrar outros. Por tanto, resolvi fazer uma faxina, no meu quarto e na minha vida. Coloquei tudo que me trás recordações ruins ou dolorosas em uma caixa e guardei-a no fundo de uma gaveta, pois assim mantenho as lembranças guardadas, mas longe dos meus olhos. Resolvi estender a faxina até o coração para organizar os sentimentos. Coloquei as pessoas que me ajudam e que me fazem feliz por cima, assim eu consigo visualizá-las e dar o valor que merecem, e deixei as pessoas que me magoaram por baixo, para nunca me esquecer que não devemos confiar em todas as pessoas e que aprendemos muito com elas, apesar de ter me decepcionado e, portanto, elas perecem ser perdoadas
Hoje sei que certas coisas precisam de um fim para dar início há outras melhores. Por isso resolvi fechar esse ciclo e começar outro, porque sei que independente do tempo que demore e de quantas vezes vou precisar recomeçar, o importante é ser feliz!

11 setembro 2012

Minha vida, meu roteiro

Postado por Carolina Ctfra às 18:05 0 comentários
A sociedade é influenciada por novelas, onde, depois de sofrer muito, os personagens conseguem ficar juntos e felizes para sempre. Mas todas as pessoas dizem que não devemos acreditar nisso, e sim viver a realidade. Será que esse modo de pensar da sociedade está errado? Ou talvez seja o meu jeito estúpido de amar que esteja errado, e eu precise aprender uma nova forma...


Não gosto das borboletas que nascem na minha barriga quando me apaixono, mas sei que não podemos controlar os sentimentos. Por isso quando percebia que estava apaixonada me entregava, porém já me machuquei bastante sendo assim, e resolvi demonstrar os meus sentimentos invés de falar sobre eles, mas às vezes você não entende esse meu jeito estúpido de amar e resolvi te explicar... Quando digo que não quero te ver nunca mais na verdade quero dizer que se pudesse não iríamos sair de perto um do outro. Quando demoro a responder suas mensagens é para que você fique curioso com a resposta. Quando demoro a atender suas ligações não é por pouco caso, e sim por estar recuperando o ar que sempre me falta quando me lembro de você. Quando, durante uma briga, viro as costas e saio andando, só espero que você venha atrás e me empeça de partir. Mas na maioria das vezes você não entende. Mas eu não te culpo por isso, afinal essa é a vida real e nela não tem como saber quando uma pessoa esta jogando/interpretando.

Apesar de tudo, acho uma pena você não conseguir me decifrar. Mas vou seguir a minha vida, escrevendo novos roteiros e em busca do meu ator coadjuvante, porque eu sei que uma hora ele vai chegar e juntos nós vamos construir uma historia de amor, com acertos e erros, mais vai ser a nossa história de amor. E a partir desse momento eu não irei precisar aprender outras formas de amar porque, para ele, esse meu jeito estúpido de amar será o suficiente.

03 setembro 2012

Brincando de amor

Postado por Carolina Ctfra às 17:08 0 comentários
Será que todas as pessoas nascem inocentes e boazinhas?  Não sei sobre as outras pessoas, mas eu nasci ingênua, dando valor para as pequenas coisas da vida, acreditando em tudo que me falavam, achando que não era necessário muito para ser feliz e que todas as pessoas tinham boas intenções. Pois é, me decepcionei com a realidade e por isso fui mudando aos poucos. Para piorar, depois de um tempo você surgiu na minha vida... Eu continuava com a minha estranha maneira de enxergar o mundo, achando que era um conto de fadas, e você era um menino perfeito, o meu príncipe encantado. Porém, eu coloquei muita expectativa e, novamente, acabei me decepcionado, já que o meu príncipe virou sapo. Você só tinha tempo para os amigos, falava mentira, me traia e depois pedia desculpa. E o meu coração tolo acreditava no seu sorriso maravilhoso, e acabava perdoando. Você só fazia essas coisas comigo porque sabia que eu não conseguia guardar rancor de ninguém e por isso acabaria te perdoando, mas o que você não sabia era que eu aprendia rápido. Pois é, de tanto chorar eu aprendi a fazer as pessoas chorarem, resolvi ser o motivo do sofrimento e não a pessoa que está sofrendo, aprendi que algumas pessoas são facilmente substituíveis e o mais importante: que você também era. E resolvi colocar em prática o que você tinha me ensinado...
 
Com o tempo fui evoluindo e, graças a você, hoje não sou mais aquela menina boba que acreditava e sofria por qualquer pessoa. Transformei-me em uma pessoa que não está preocupada com o sentimento dos outros, e que coloca o amor próprio e o orgulho em primeiro lugar. Percebi que príncipes encantados não existem, e consequentemente, “felizes para sempre” também não. Sendo assim, todo aquele amor e pureza se transformaram em rancor e, por isso, passei a fazer com as pessoas a mesma coisa que você fazia comigo, brincar com os sentimentos. Não por vingança, mas por precaução, pois essa foi a única forma que encontrei de não sofrer novamente. Dessa forma, sei que já fiz muitas pessoas chorarem, ficarem iludidas, passarem noites em claro fazendo planos para o futuro, e virarem orgulhosas e que parassem de acreditarem no amor.
Percebi que eu (e a maioria das pessoas) criava novos sentimentos apenas para apagar magoas antigas, e com isso acabava criando novas feridas. Apesar desse ciclo vicioso, continuo esperando o meu novo amor, afinal eu não tenho medo de amar e sim de sofrer, e, quem sabe, no meio dessa brincadeirinha idiota eu não encontre alguém que me faça acreditar no amor novamente.
 

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