03 setembro 2012

Brincando de amor

Postado por Carolina Ctfra às 17:08
Será que todas as pessoas nascem inocentes e boazinhas?  Não sei sobre as outras pessoas, mas eu nasci ingênua, dando valor para as pequenas coisas da vida, acreditando em tudo que me falavam, achando que não era necessário muito para ser feliz e que todas as pessoas tinham boas intenções. Pois é, me decepcionei com a realidade e por isso fui mudando aos poucos. Para piorar, depois de um tempo você surgiu na minha vida... Eu continuava com a minha estranha maneira de enxergar o mundo, achando que era um conto de fadas, e você era um menino perfeito, o meu príncipe encantado. Porém, eu coloquei muita expectativa e, novamente, acabei me decepcionado, já que o meu príncipe virou sapo. Você só tinha tempo para os amigos, falava mentira, me traia e depois pedia desculpa. E o meu coração tolo acreditava no seu sorriso maravilhoso, e acabava perdoando. Você só fazia essas coisas comigo porque sabia que eu não conseguia guardar rancor de ninguém e por isso acabaria te perdoando, mas o que você não sabia era que eu aprendia rápido. Pois é, de tanto chorar eu aprendi a fazer as pessoas chorarem, resolvi ser o motivo do sofrimento e não a pessoa que está sofrendo, aprendi que algumas pessoas são facilmente substituíveis e o mais importante: que você também era. E resolvi colocar em prática o que você tinha me ensinado...
 
Com o tempo fui evoluindo e, graças a você, hoje não sou mais aquela menina boba que acreditava e sofria por qualquer pessoa. Transformei-me em uma pessoa que não está preocupada com o sentimento dos outros, e que coloca o amor próprio e o orgulho em primeiro lugar. Percebi que príncipes encantados não existem, e consequentemente, “felizes para sempre” também não. Sendo assim, todo aquele amor e pureza se transformaram em rancor e, por isso, passei a fazer com as pessoas a mesma coisa que você fazia comigo, brincar com os sentimentos. Não por vingança, mas por precaução, pois essa foi a única forma que encontrei de não sofrer novamente. Dessa forma, sei que já fiz muitas pessoas chorarem, ficarem iludidas, passarem noites em claro fazendo planos para o futuro, e virarem orgulhosas e que parassem de acreditarem no amor.
Percebi que eu (e a maioria das pessoas) criava novos sentimentos apenas para apagar magoas antigas, e com isso acabava criando novas feridas. Apesar desse ciclo vicioso, continuo esperando o meu novo amor, afinal eu não tenho medo de amar e sim de sofrer, e, quem sabe, no meio dessa brincadeirinha idiota eu não encontre alguém que me faça acreditar no amor novamente.

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