06 outubro 2012

Entre Aspas: Do direito de ser quem somos

Postado por Carolina Ctfra às 16:23


Já dizia o meu professor, a vida é um teatro onde nós somos personagens de nós mesmos. Dispensando aqueles clichês baratos de que a vida é uma peça que não permite ensaios eu lhes digo que, pelo contrário, a vida é cheia de ensaios. Desde o momento em que você para na frente do espelho e repete uma cantada barata ou um pedido de namoro, até o momento em que você realmente realiza aquilo. Porque quando você realiza algo, isso pode se tornar um ensaio para outra ação do futuro, mas é claro que a cena que passou não volta. Você não pode repassá-la ou corrigi-la, mas você pode aprender com os erros dela.
Nós somos os protagonistas da nossa vida, somos nós que escrevemos o roteiro dela e muitas vezes, com ajuda. Somos personagens da vida e não somos sempre os mesmos, somos mutantes, curiosos e humanos. Por vezes, errados e errantes, mas nunca irrelevantes. Protagonistas não podem ser coadjuvantes, de jeito nenhum! Enquanto você está aí morna, na medida certa e cheia de medos, tem outras pessoas realizando os seus sonhos. Você reclama dos rótulos que as pessoas te dão, reclama dos pré-julgamentos, mas já rotulou a si mesma. Acha-se menina demais para ser mulher, nerd demais para ser baladeira, fofa demais para ser sensual, mulherão.
A vida é um teatro, menina. E da sua vida quem sabe é você, quem cuida é você. Você pode ser quem você quiser sem deixar de ser você, porque essência a gente não muda. Mas cabelo a gente corta, pinta, transforma. O olho você contorna, passa rímel, cílios postiços, sombras coloridas ou pretão poderoso, mas o olhar é o mesmo. O mundo é cruel e te julga, mas vai te julgar sempre só por você respirar. Só por você existir. Você pode ser a garota boa e comportada ou a garota má que não tá nem aí pra nada, não importa, não dá para agradar o mundo todo, mas o mundo pode ser seu. Porque você pode o mundo.
Nós podemos ser tudo o que quisermos e quando quisermos, nós temos o direito de escolher, de mudar, de sermos sempre diferentes e sempre nós mesmos. Porque quem nos vê por fora, não vê por dentro. Mas permita que as pessoas conheçam também o lado de dentro, sem medo de assustar com a sua risada alta, com seu falar rápido demais, com o seu excesso de tudo. Transbordar não é vergonha, isso só mostra que quando somos muito, não cabemos dentro de nós mesmos.
Não deixe que o mundo te cale ou te esconda, mostre para o mundo quem você é, mostre quem você pode ser. Quem você quer ser hoje? E amanhã? Seja sem receios, sem culpa ou vergonha. Seja quem você quiser ser sem nunca deixar de ser você. Nós temos o direito de ser tudo aquilo que sonhamos, de ser tudo o que realmente somos e o único direito dos outros em relação a isso é respeitar. Porque na sua vida, a protagonista é você e "os outros são só os outros", são só platéia que antes de vaiar ou aplaudir precisa entender. Não tenha medo de ser, de estar, de sentir, pois quem não sente não é, então seja tudo o que você deseja e seja agora. O mundo pode ser seu, mas só se você quiser.


Esse texto é da Marie Raya que é apaixonada por escrever e que cursa jornalismo. Ela escreve sobre musica, livros, comportamentos e cria alguns contos, enfim tem um pouco de tudo. Eu garanto que vale a pena conhecer o blog dela.

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