02 outubro 2012

(In)sensível

Postado por Carolina Ctfra às 14:20
Quando vejo mulheres reclamando de solidão me pergunto: por que não me encaixo nesse padrão? Por que não sinto necessidade de me entregar a alguém? Por que não sinto necessidade de proteção? Por que me canso fácil das pessoas? Confesso que sou do tipo que não acredita em amor. Sempre fui muito complicada e por isso as pessoas se sentem atraídas, mas quando percebem que não vão conseguir desvendar os meus mistérios acabam desistindo. Mas não me importo, afinal eu adoro me desvendar e me sinto bem sozinha. Não sou insensível, eu amo muito, mas com pouca freqüência, porém na maioria das vezes sinto mais afeto pelos objetos. Amo minhas maquiagens, os livros, meus textos, as músicas, mas principalmente me amo acima de tudo. Taí duas coisas que assustam as pessoas, o tamanho do meu amor próprio e do meu egoísmo. As pessoas acreditam que quando está amando é preciso abrir mão de certas coisas para que os dois possam ser felizes, mas eu não consigo fazer isso. Não consigo deixar de fazer as coisas que quero apenas para deixar outra pessoa feliz, não consigo fingir que gosto de uma coisa se na verdade eu detestei, não consigo ser controlada e ter que dar satisfação para outra pessoa, e não consigo dividir meu tempo, minha casa, minha cama, meu coração e até me dividir com outra pessoa. Confesso que já gostei de muitas pessoas, simpatizei com outras, mas não consigo amar. Mas sinceramente, me sinto completa e estou feliz assim, e é isso que importa.

Sei que atualmente muitas pessoas estão usando a palavra amor e paixão em vão e isso tem banalizado esses sentimentos. Dessa forma, tem se tornado muito comum escutar as pessoas amando intensamente, sofrendo intensamente e ao mesmo tempo esquecendo rapidamente. Confesso que já cheguei a pensar que o problema era comigo, em ser fria e desapegada de mais, porém agora sei que o problema é com as pessoas que sentem e esquecem rápido, pois acho que é melhor não amar do que fingir que ama. Mas é estranho perecer deslocada, afinal as pessoas costumam me perguntar por que nunca amei, mas o que elas não conseguem entender é que eu amo. Amo-me, e é esse amor que importa!

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