12 dezembro 2012

Resenha: Loucamente Sua - Rachel Gibson

Postado por Carolina Ctfra às 15:44 4 comentários
Título: Loucamente sua
Autor: Rachel Gibson
Editora: Jardim dos livros
Páginas: 343
Classificação: ★★★★☆



Nick Alegrezza é fruto de um relacionamento fora do casamento de Henrry Shaw, prefeito da cidade, e, por isso, não foi reconhecido por ele. Sendo assim, Nick cresce cheio de mágoas e acaba fazendo coisas erradas durante sua infância para conseguir chamar atenção. Depois de algum tempo Herry casa novamente, com a mãe de Delaney, a por isso a menina recebe boa educação e roupas caras, ou seja, é tratada como princesa. Delaney sempre fez tudo que seus pais mandavam, mas nunca teve livre arbítrio para tomar decisões sobre sua vida, já que seu padrasto era muito controlador. Em certa noite ela percebe está perdendo sua juventude e que mesmo assim seus pais não reconhecem que ela é uma filha maravilhosa e, por isso, resolve sair para se divertir. Durante o passeio ela encontra Nick e a noite acaba sendo uma confusão e um grande mal entendido. No dia seguinte, a cidade toda está comentando sobre eles e Delaney por se sentir constrangida e por querer tomar as rédeas de sua vida, resolve ir embora da cidade.

Eles passam 10 anos sem ter contato, mas Henrry morre e, por isso, Delaney tem que voltar para a cidade. Na hora de ler o testamento todos ficam surpresos ao descobrirem que Herry deixou parte de sua herança para Delaney, mas com a condição de que ela permaneça em Truly por um ano. Além disso, outra parte da herança é deixada para Nick, mas com a condição de ele não manter relações sexuais com Delaney e, se algum deles descumprirem essas exigências não terá direito a herança. Será que eles vão conseguir ficar separados e ganhar a herança?
"Agora tudo que ela tinha que fazer era escolher.Dinheiro ou a alma dela.Há meia hora ela teria dito que a alma dela não estava à venda,mas isso foi antes de ouvir o preço dado. Agora, as linhasde repente se apagaram, e ela não sabia mais o que pensar." Página 60
A narrativa é rápida, leve, envolvente e, por isso, é impossível parar de ler. A autora consegue dosar os momentos de amor com as brigas, os momentos divertidos (que são muitos!) com os momentos para refletir. O livro apresenta muitas cenas de sexo e por isso não é recomendado para menores de 18 anos, porém não tem o estilo de Cinquênta Tons de Cinza. Em Loucamente Sua conseguimos perceber que os personagens realmente estão apaixonados e, por isso, o sexo se torna uma consequência. O enredo é totalmente previsível, mas eu garanto que o desenvolvimento e as risadas que o livro vai te permitir vale a pena.


O trabalho da Geração Editorial – sob o selo Jardim dos Livros – é bastante contraditório. Por um lado a editora fez um ótimo trabalho, afinal a capa é maravilhosa e a diagramação é simples, mas de boa qualidade. Por outro lado, em algumas partes da estória a tradução foi feita ao pé da letra e, por isso, acabaram ficando confusas. Essa editora já lançou outros livros da Rachel Gibson e que também apresentaram erros de digitação, mas se compararmos “Loucamente Sua” com “Sem Clima para o Amor” vamos perceber que a editora está tentando corrigir os erros e que a qualidade dos livros está melhorando. Por isso, eu não vou desistir de comprar livros da Geração Editorial. Além disso, a obra é muito boa e supera os erros, por isso, eu indico Loucamente Sua!


Ebook disponível na biblioteca

08 dezembro 2012

Entre Aspas: Meia noite

Postado por Carolina Ctfra às 13:48 0 comentários

Há quem diga que ninguém é insubstituível, que pessoas entram e saem das nossas vidas o tempo todo. E realmente, de certa forma isso é verdade. Para que pessoas possam entrar em nossas vidas, outras precisam sair. Desocupar lugares, trocar as posições, as prioridades e todo o resto que acumula com o tempo. Há quem diga que a arte imita a vida e há quem diga que a vida imita a arte. Os filmes, por exemplo, contam histórias vezes reais, vezes não. Você vai ao cinema - ou compra um dvd -, compra pipoca e assiste a uma história. Uma história que não é sua, mas que muitas vezes se parece com a sua. Ou se não se parece com a sua, se parece com a de alguém que você conhece. Ou ainda, se não se parece com nada, te faz derramar algumas lágrimas e desejar que a sua história se parecesse com aquela. Aí as lágrimas percorrem o seu rosto e se misturam com a pipoca. Seja na história do cara mais popular da escola que se apaixona pela bobinha, ou na história da garota que se apaixona pelo ídolo, ou na do garoto que ama a melhor amiga, ou na da garota que ainda ama o ex namorado, ou na história de amor quem alguém morre no final. Ou vice e versa. No final do filme ou você está chorando desesperadamente por não ter um amor de cinema, ou você sai acreditando que o amor existe. Que em algum lugar do mundo ele existe e que algum dia você vai encontrá-lo. A função desses filmes - além de lucrar - é alimentar esperanças e sonhos. É fazer as pessoas acreditarem em algo realmente bom e verdadeiro. É plantar em cada pessoa uma fé inabalável em qualquer coisa que seja. A questão é que as histórias da vida real não são como nos filmes. Pelo menos não inteiramente. A síntese pode até ser parecida, mas cada história tem seus desdobramentos e singularmente, seus finais. Há quem diga que as histórias se repetem. Sim, elas até se repetem. Mas os personagens não são os mesmos, os sentimentos não são os mesmos e principalmente os finais não são os mesmos. Algumas histórias podem até se repetir, mas a essência de cada uma delas é única e os responsáveis por isso são aqueles que a integram. Gostar de uma pessoa pode ser divertido, inebriante, doloroso, difícil ou complicado. Depende de cada história, depende de cada ser. Só tem uma coisa mais complicada que gostar de alguém: Amar alguém. Tá aí uma coisa que os filmes não ensinam: como fazer isso certo. Até porque, existe amar alguém certo? Eu não sei. A vida é cheia de imprevistos, pessoas que vão embora querendo e outras que vão sem querer. Se distanciam. Aí chove de gente te bombardeando com aqueles clichês de que "se foi embora, é porque nunca foi de verdade". Pera aí, quem disse isso? Os filmes, também? Uma hora alguns personagens vão embora, dão um tempo e você precisa substituí-los. E eu digo substituí-los em presença, não em essência. Porque como já foi dito, cada um é singular e tudo aquilo que aquela pessoa representou na sua vida, não pode ser mudado. É história. Mas como todas as coisas vivas do mundo, precisa seguir em frente e precisa preencher os desfalques, para que não fique o vazio. Não fiquem os buracos. Por mais que as histórias se pareçam, isso não garante que elas terminem iguais. Não fique aí só chorando pelas histórias que não são suas, não se baseie nos filmes e nem nos mil conselhos que você recebe por aí. Levanta e vai fazer a sua história do jeito que você quiser, lute por tudo aquilo que você acredita que vale a pena. Por todos aqueles que você acredita quem valem a pena. Não fique esperando o príncipe encantando em um cavalo branco, um Ashton Kutcher da vida com um buquê de cenouras, um Zac Efron para te ajudar a realizar seus 10 últimos desejos antes da meia noite ou o fulaninho que você mais ama te beijar a meia noite do dia 31 de dezembro. Então quando der meia noite, o beije. Realize os seus sonhos por si só, garota. Ou ajude alguém a realizar. Esse é um texto para pedir menos clichês, menos roteiros e mais surpresas. Surpreenda alguém que você ama. Talvez as pessoas não sejam insubstituíveis mesmo, mas elas são únicas e inesquecíveis. Não espere até meia noite para fazer valer a pena.
 
 
Esse texto é da Marie Raya que é apaixonada por escrever e que cursa jornalismo. Ela escreve sobre musica, livros, comportamentos e cria alguns contos, enfim tem um pouco de tudo. Eu garanto que vale a pena conhecer o blog dela.

05 dezembro 2012

Resenha: Um Porto Seguro - Nicholas Sparks

Postado por Carolina Ctfra às 13:57 2 comentários
Título: Um Porto Seguro
Autores: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito


Número de páginas: 41
Classificação: ★★★☆☆
Katie se instala em Southport, na Carolina do Norte, e passa a viver de forma simples em uma cabana isolada e a trabalhar como garçonete em um restaurante tradicional da cidade. Ela é uma mulher inteligente, educada, misteriosa e que tenta não chamar atenção das pessoas, porém ela é muito bonita e por isso acaba atraindo os olhares, principalmente dos homens.

Alex é aposentado do exército e dono de uma loja de conveniência, mas desde que sua mulher, Carly, faleceu sua vida passou a ser baseada em cuidar dos filhos, Kristen e Josh, para tentar minimizar a falta que eles sentem da mãe.
Certo dia Katie passou a fazer compras na loja de Alex e logo o dono percebeu a beleza da nova cliente, se sentindo atraído por ela. Mas ele não consegue grandes progressos com Katie, pois ela tem um segredo e não se sente pronta para construir uma nova relação e dividir suas dores do passado. Apesar disso, Katie acaba fazendo amizade com sua vizinha Jo, uma mulher que está sempre pronta para escutar seus problemas, dar conselhos e fazer com que ela repare mais em Alex. Dessa forma, aos poucos Katie e Alex vão se conhecendo e acabam se envolvendo, mas o final feliz não vai ser tão fácil assim!


Sou suspeita para falar do Nicholas Sparks porque simplesmente adoro os livros dele, mas confesso que Um Porto Seguro me surpreendeu. Esse livro é sobre superação, recomeço, amor e dificuldades. Além disso, esse foi o primeiro livro do autor que abordou um assunto polêmico e confesso que adorei essa pitada de suspense e ação.

No começo o desfecho parece meio obvio e isso me irritou profundamente, mas logo me encantei pela Kristen e fiquei cada vez mais curiosa para saber o que iria acontecer com a Katie e por isso não conseguia parar de ler. A leitura é gostosa e rápida e no final o autor mostra que o livro não é apenas mais um clichê e surpreende o leitor (o método que ele usou para surpreender não me agrada, mas apenas por eu não acreditar nessas coisas irreais, mas isso dependem de cada pessoa).
“[...] o passado sempre estava à espreita e poderia retornar a qualquer momento. Um passado que cruzava o mundo procurando por ela, e ela sabia que sua fúria crescia a cada dia que passava.” (página 19)
O livro é narrado de forma intercalada, assim podemos conhecer os pontos de vista tanto de Katie quanto de Alex. Porém, em determinada parte a estória passa a ser narrada por um terceiro personagem (não posso contar detalhes dele porque seria spoiler) e então o livro fica muito sombrio. Até ai tudo bem, porque esse personagem realmente precisa passar esse lado assustador, mas os capítulos que ele narra também passam a ser muito repetitivos e foi só por isso que eu tirei algumas estrelinhas na classificação. Mas apesar disso, eu adorei o livro e, mais uma vez, pude ter certeza que independente da temática do livro o Nicholas Sparks sempre vai conseguir encantar e prender o leitor até a última página.

Ebook disponível na biblioteca
 

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